Orlando Fedeli e a Montfort no caminho das seitas
Publicado por andrevirocha em Janeiro 5, 2008
Carta de Wagner Zucchi sobre a Montfort e Orlando Fedeli
Por Eng. Wagner Zucchi
http://www.veritatis.com.br/article/4609
Fonte: Lista Tradição Católica
NOTA DO VERITATIS SPLENDOR: A carta que agora apresentamos aos nossos leitores é de nosso conhecimento já algum bom tempo. Sempre procuramos atacar erros e não pessoas ou entidades. Porém, devido ao grande mal que a Associação Cultural Montfort está trazendo às almas, tivemos que também apontar quem erra. Essa carta foi escrita por um ex-membro fundador daquela Associação que já há muito tempo deixou de ser católica para se tornar uma seita leiga.
Prezado Sr. X
Salve Maria!
Respondo à sua carta.
Não sei como o senhor me conheceu, mas suas informações são exatas: fui da TFP de 1974 a 1982 e da Montfort desde a fundação desta associação até 2002, quando me afastei devido a graves problemas doutrinários e morais desta associação.
Eles não são mais católicos que o próprio catolicismo, se me permite discordar. Eles estão lentamente e, em muitos casos, inconscientemente, deixando de ser católicos, criando uma igreja autocéfala. Eles ainda se dizem submissos à Hierarquia da Igreja, mas repare como eles escolhem nos documentos da Igreja aquilo que lhes convém aceitar e obedecer.
Assim, por exemplo, no Motu Próprio do Papa Bento XVI eles aceitam e até se rejubilam pelo retorno de Missa Tradicional (o que de fato é uma coisa ótima), mas recusam a aceitar que não haja nada de errado com a Missa de Paulo VI, como é dito no mesmo documento. Eles aceitam a criação do Instituto Bom Pastor (IBP) só porque por um raciocínio sofístico pretendem
que a criação desse instituto seja um reconhecimento de que há erros no próprio texto do Concílio Vaticano II. Por outro lado, quando o Papa diz que não há outro modo de ser católico a não ser aceitando o Concílio Vaticano II, eles fingem que não é com eles.
Assim de escolha em escolha, a Montfort dá os primeiros passos no caminho de todos os hereges. Não por coincidência, a palavra “herege” significa etimologicamente “escolha”. Lutero dizia, no seu tempo, que a Igreja tinha se corrompido, apontava os escândalos do Papa e da Cúria Romana – muitas vezes verdadeiros – como prova disso; citava Santo Agostinho para mostrar como a Igreja tinha “adulterado” a doutrina da graça – de fato, essa questão foi muito discutida depois de Santo Agostinho; dizia que a doutrina do purgatório era uma invenção medieval – a palavra “purgatório” só começou a ser usada no século XII. Como remédio para as “deturpações” da Igreja Romana , ele recomendava um retorno às Escrituras na forma do “livre exame”. Essas Escrituras, naturalmente interpretadas pelos “bons pastores” seriam a própria voz do Espírito Santo para os cristãos.
Mutatis mutandis é exatamente o que faz a Montfort. Não é pródiga nos seus artigos e nas suas reuniões a arte de difamação do clero? Já leu o senhor as absurdas acusações que o Prof. Fedeli faz a Pio XII no seu estudo sobre o Movimento Litúrgico? E nas reuniões, já lhe falaram da Madre Pasqualina? Sabe o senhor a quem se refere o epíteto “Johnny Walker”? E não diz o site da Montfort que a doutrina do Concílio Vaticano II é “gnose” mal disfarçada? Não se corrompeu o Santo Sacrifício com o gnóstico rito do maçônico Mons. Bugnini? E qual é a solução, para a Montfort? Manter-se fiel à “Tradição”, virar as costas ao Magistério da Igreja, quando este se afasta da “doutrina de sempre”. Não é exatamente o mesmo esquema de Lutero?
Faltou apenas um elemento: os “bons pastores”. Alguém precisa dizer qual é a “doutrina de sempre”, como aplicá-la à situação atual, como separar o joio do trigo nos documentos pontifícios. Terá já a Montfort um “bom Pastor” nesta tarefa? Certamente não tardará a encontrá-lo.
“Há um caminho que parece reto, mas conduz ao fundo do abismo”, diz o livro dos Provérbios. Esse é o “sendero” da Montfort.
Mas porque tantas pessoas são atraídas pela Montfort? Uma pessoa a eles ligada me disse num e-mail: “A Montfort é um feudo”. Obviamente não se trata do sentido etimológico da palavra: uma possessão territorial, nem do sentido de “panela” em que hoje o termo é usado. A expressão designa uma relação entre pessoas: na Montfort existe um suserano e existem vassalos. Ao entrar no movimento a pessoa entrega ao líder sua inteligência, sua fidelidade, seu tempo. Ela deve aceitar os oblíquos raciocínios e as malsãs calúnias do Prof. Fedeli, mesmo percebendo que há algo de torto em tudo isso. Em troca o neófito ganha formação para entender o mundo atual e a proteção da Graça de Deus.
Obviamente é uma troca injusta: o Prof. Fedeli faz uma apropriação indébita da graça. Numa reunião ele chegou a dizer que todas as graças para os membros da Montfort vêm através dele. Também não se diz que só existe a Graça de Deus dentro da Montfort, mas na prática quem sai da associação se corrompe. É claro que existem muitos pecados – e de todos os tipos – dentro da Montfort e muitas virtudes fora (também há virtudes dentro da Montfort e pecados fora) porque as barbacãs da Montfort não são limítrofes da Graça de Deus e nem obstáculo à ação do demônio. Para manter essa ilusão de segurança no feudo é preciso criar falsas prescrições morais que só num grupo fechado podem ser praticadas: começa com a proibição da calça comprida para as mulheres e o senhor não imagina onde vai parar.
A respeito das promessas da Montfort vale bem o antigo provérbio: “nem tudo o que reluz é ouro”.
Já vai grande essa mensagem, por isso termino com minha opinião, como o senhor pediu. Mantenha-se bem fiel à Igreja Católica e ao seu Magistério, que vem do Concílio de Jerusalém até os dias de hoje e, como Nosso Senhor prometeu, durará até o fim do mundo. Reze muito, tenha um bom confessor e seja assíduo aos sacramentos. Jamais falte à Missa, qualquer que seja o rito, desde que aprovado pela Igreja. Na medida do seu tempo procure estudar as Encíclicas recentes, de João Paulo II e de Bento XVI e encontrará aí tesouros de sabedoria e de formação espiritual. Tenha uma imensa confiança em Nossa Senhora.
Quanto à Montfort, basta lembrar o verso de Dante: “non ragioniam di lor, ma guarda e passa”.
Recomendo-me às suas orações.
Atenciosamente,
Para citar este artigo:ZUCCHI, Eng Wagner. Apostolado Veritatis Splendor: Carta de Wagner Zucchi sobre a Montfort. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4609 . Desde 3/12/2007.
Mais Um Leitor de Orlando Fedeli busca refugio em outro site. « O Espírito Repousará Sobre Ti… disse
[...] sobre a verdade que descobriram a seu respeito, e também seus ex companheiros de Caminhada como o Wagner Zucchi, Dr. Plinio Correa e até a Fsspx na pessoa do Pe. Joel Danjou sem falar de Dom Fernando Areas [...]
Brunno disse
Mentirosos.
Parem de Criticar o Prof. Orlando Fedeli.
Vão estudar.
Amigo Montfort disse
Olá Bruno.
Veja uma das ultimas notícias no Site Montfort.
Fedeli começa o texto assim.
“Dizem as fontes murmurantes do Vaticano…”
Que fontes murmurantes seriam estas ?
Quem seriam estes informantes secretos do Sr.Orlando Fedeli ?
O Que há de Crível em fatos sem fontes declaradas ?
Como posso dar ouvidos a fofocas de bastidores ?
E Ele se baseia nestes fatos de fontes não declaradas e começa a profetizar o fim da Missa Nova e a reforma do Vaticano II dizendo que esta é a vontade de Bento XVI, sendo que o Papa não declarou nada daquilo que ele disse, e o pior de tudo que pessoas acreditam naquilo e saem ensinando por aí como se fosse verdade estória que se escuta atras das portas, e que na verdade nem sabemos se realmente foram escutadas mesmo.
Mais provável que não !
Se você nos acha mentirosos, peça ao seu mestre, parar de ensinar baseando-se em fofocas de bastidores, de fontes de aucoviteiros dos corredores do Vaticano.
Quando se disser alguma coisa referente a possíveis reformas drásticas na vida dos Católicos em geral, dê-nos um nome, mesmo que seja do fachineiro que varre os corredores da Basílica de São Pedro, pelo menos saberemos que realmente ele pode ter ouvido alguma coisa, só não poderemos garantir se continuará empregado no dia seguinte.
Tenha coragem Sr. Fedeli. Divulgue a sua tão famosa fonte dentro dos corredores do Vaticano.
E Eu poderei dizer, que realmente seja verdade aquilo que foi dito.
O Que eu disse não é mentira, foi lido no site Montfort, quem quiser pode conferir.
Obrigado a todos.
amigo da Igreja disse
Tenho lido os comentarios aqui e já algum tempo leio o site Monfort. Penso que o professor Orlando é muito sincero e deseja o bem das pessoas e da igreja também. Perguntei a um padre aqui da cidade que moro, que é São José do Rio Preto a respeito do professor Orlando e ele disse que há muito tempo acessa o site e embora muitas declarações e pensamentos do professor pareçam estranhos se você analisar são muito pertinentes. O bispo daqui, Dom Paulo Mendes Peixoto, publicou uma carta dizendo que nenhuma paróquia poderia receber o professor Orlando e a carta acabou “vazando” porque um padre tirou cópias e eu a consegui. Mas se você procurar entre as pessoas sérias nas paróquias, ninguém está satisfeito com esse bispo. Outro dia ele declarou a um jornal que “a igreja não vai se opor a união entre homosexuais”, proibiu não oficialmente porque não foi homem para fazê-lo os padres darem a comunhão a quem se ajoelha. Então quando no site o professor divulga esses fatos e indica os documentos da igreja que devemos seguir, eu acho que é de grande coragem e importante.
Antes eu não conseguia ver nas homilias a bandeira da TL e do socialismo de esquerda, comunista, do “estar com Deus é estar de barriga cheia”, hoje consigo entender o que isso significa.
Então buscar a perfeição nas pessoas pode ser decepcionante e eu consigo separar bem para nao me decepcionar.
Que a Igreja precisa de renovação, precisa mesmo, mas para melhor, para mais se aproximar de Jesus e Maria e com certeza o CV II não trouxe essa renovação, basta andar pelas paróquias e ver como as coisas estao acontecendo…
Aqui na Diocese de Rio Preto, os padres que são modernos e sociólogos gozam da preferencia do bispo, mas os que procuram santidade e ensinam o povo são demitidos, como ele fez com o padre Henryke da paróquia São Sebastião e colocou lá o padre Irineu que de primeira mao acabou com tudo o que era bom, depois fiquei sabendo que o padre Irineu é louco pra ser bispo e nao conseguiu nem terminar um curso de liturgia que foi fazer em Roma.
O professor Orlando tem sido bom para a Igreja, basta que aproveitemos dele o exemplo de fé e garra, de amor incondicional por Jesus.
Marcelo Fedeli disse
Para quem já conheceu um dia a Montfort por dentro segue um link que vale a pena acessar:
http://malindrania.blogspot.com
Ivone disse
“Marcelo Fedeli”, o seu estilo é o de sempre… vejo que apanhou bem o estilo do Professor. Que Deus tenha pena de tua alma…