Opus Dei: sociedade secreta gnóstica, esconde o “Dei”…


Orlando Fedeli, da Associação Cultural Montfort:

“O Opus Dei é quase secreto (aliás, que estranho nome o de numerário, e mais estarnho o de supernumerário. É o único super que é infra no mundo).

E é por isso que o Opus, em geral não responde aos numerosos ataques e denúncias feitas por ex membros da entidade, e que são concordes em seus testemunhos e em suas acusações. “

“Tenho lido muitos livros do Opus, e sobre o Opus, e há tempos examino o Opus Dei. Li vários livros de Monsenhor Escrivá. E não gostei deles. Não gostei do título Surco — em francês Sillon… (Sillon era o nome de um movimento católico liberal condenado por São Pio X, na Carta Apostólica Notre Charge Apostolique).

Não gostei do Questões Atuais do Cristianismo, onde Monsenhor Escrivá afirma a um maometano:

“És filho de Deus como eu” (Cfr. Mons José Maria Escrivá, Questões Atuais do Cristianismo, Quadrante, São Paulo, 1986, 3a. edição, p.128).”

Isso está errado. É o Batismo que torna o homem filho adotivo de Deus, e um maometano não é batizado, e, por isso mesmo, não é filho de Deus como o é um batizado. E, além de batizado, Monsenhor Escrivá era sacerdote.

Li também o livro de Monsenhor Escrivá intitulado Amigos de Deus, no qual ele escreveu:

“Pensemos que o Todo-Poderoso, aquele que governa o Universo através de sua providência, não deseja servos forçados, prefere filhos livres. Introduziu na alma de cada um de nós — embora tenhamos nascido proni ad peccatum, inclinados para o pecado, pela queda de nossos primeiros pais — uma centelha de sua inteligência infinita, a atração pelo que é bom, uma ânsia de paz perdurável.” (Mons. Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, Homilias, Quadrante, São Paulo, 1979, p.25. O destaque é meu).

Essa tese de que Deus colocou “uma centelha de sua inteligência infinita” é inaceitável, pois é a própria tese da Gnose e da Cabala.

E falando em Gnose, acho estranhíssimo que Monsenhor Escrivá e o Opus tenham como selo a rosa e a cruz…

Que esquisito!… Além da sociedade secreta Rosa Cruz, que é gnóstica, Lutero também usava esse símbolo.

Nesse mesmo livro, Amigos de Deus, Monsenhor Escrivá escreve:

“Por isso não é correto falar de liberdade de consciência que equivale a considerar como de boa categoria moral a atitude do homem que rejeita a Deus” ( Mons. Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, Quadrante, São Paulo, 1979, p.24. O destaque é do autor).

Ora, na página seguinte, ele escreveu o oposto:

“Eu defendo com todas as minhas forças a liberdade de consciência, que denota não ser lícito a ninguém impedir que a criatura preste culto a Deus” (Mons. Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, Quadrante, São Paulo, 1979, p.25. O destaque é do autor).

E não faça acrobacias semânticas para harmonizar esses textos contraditórios.

No mínimo, há pouca clareza nesses posicionamentos, se não quiser admitir a contradição.

Li a Biografia de Mons. Escrivá, O Fundador do Opus,de Andrés Vazques de Prada. E muitos outros livros que não vou analisar, porque não me interessa abrir uma polêmica com o Opus, que no Brasil, é conservador. Estou apenas respondendo ao que você me escreveu. Ainda agora, Dom Javier Etchevarria, Prelado do Opus Dei, respondendo a questões de Patrícia Mayorga, de El Mercurio, de Santiago de Chile, em 21 de Janeiro de 1996, declarou:

“Nos textos do Vaticano II, ouve-se o eco de muitas idéias pronunciadas pelo fundador do Opus Dei, São Josemaría Escrivá por volta dos anos trinta. Todos os Concílios formam uma unidade de magistério, onde não há contradição. Mas — se é que se pode falar assim — dir-lhe-ia que o Opus Dei tem, no Concílio Vaticano II, a sua pátria doutrinal, composta ao mesmo tempo de tradição e novidade”(www.opusdei.org. Artigo impresso de: www.opusdei.org/art.php?=34&p=11445).

Que pena! E que lamentável!

Você me diz:

“O fundador dizia que os membros teriam liberdade para pensar da maneira que lhes fosse conveniente quando o assunto era política, sempre agindo com prudência. Obviamente que essa liberdade é restrita apenas ao que a Igreja impõe: por exemplo, claro que não há ninguém no Opus que seja comunista, posto que um católico não pode ser comunista”.

Estranho que uma entidade católica dê liberdade de pensar a seus membros como lhes aprouver, mesmo com a restrição que você coloca. Um católico deve pensar somente como a Igreja ensina. Não somos ovelhas selvagens soltas no mundo. Pertencemos ao redil de Cristo e somos obrigados a pensar e a viver como a Igreja ordena.

E eu mesmo, meu caro Rodolfo, lembro-me de ter discutido com um rapaz espanhol do Opus Dei, lá pela década de 1960, que defendia idéias marxistas… E o Lauand é bem liberal. E o Padre Panikar era bem modernista.

São Pio X dizia que os católicos devem atuar de bandeira desfraldada. E você me confessa que:

“o senhor não viu e nunca verá nenhuma campanha “do Opus Dei”. Mas garanto ao senhor que em muitas delas o senhor verá membros da Obra lá, atuando fortemente. Um exemplo é o aborto”.

Essa é a confissão de que o Opus recusa tomar posição pública. O Opus só atua de “bandeira enrolada”. O que é lamentável.

Na questão do aborto, de fato, alguns do Opus tomaram posição individualmente. Em geral, eu não os tenho visto defendendo a lei de Deus, mas apenas a Constituição, a lei positiva. Isso é muito pouco, porque o aborto é mau, sobretudo por contrariar a lei de Deus e a lei natural. Mas o Opus sempre atua escondendo o “Dei”.

E se a lei positiva mudar? A defesa do Opus ficará no ar.

E isso não é correto: devemos defender a lei de Deus de modo claro, e não esconder que somos católicos.

Afinal o Opus é Dei, ou não?

Uma política de escamoteios não agrada a Deus.

Você me tira toda esperança de mudança, quanto a essa política de camuflagem do Opus, ao dizer-me: “O fato de não haver manifestações públicas do Opus Dei remete ao carisma do mesmo, o que de maneira alguma quer dizer que seus membros sejam omissos. Muito pelo contrário. Isso não é esconder-se. Isso é algo que veio junto com a fundação do Opus Dei, e que não mudará, penso eu”.

Portanto, você admite que os membros do Opus não são omissos. Mas que o carisma do Opus é o da camuflagem, atuando através de seus membros, e nunca assumindo a luta e a responsabilidade. E você chama isso de “o carisma do Opus”?

Sem querer magoá-lo, devo dizer-lhe: Deus me livre desse carisma.”

Fonte: montfort.org.br

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um fiel de igreja que busca a verdade

3 responses to “Opus Dei: sociedade secreta gnóstica, esconde o “Dei”…”

  1. Marcelo says :

    Orlando fala melhor que o Bento 16. Ele poderia ser o papa do Brasil.

  2. Harry says :

    Marcelo, quanta blasfêmia!!
    Uma frase é certa, o maior inimigo de Deus e da Igreja é a ignorância….

    aprofunde mais seu conhecimento, em BOAS e CONFIÁVEIS fontes antes de ficar falando tantos absurdos!

  3. O Monge says :

    É isso aí Marcelo, concordo plenamente com você, mas acho que seu desejo chegou atrasado, mediante sua própria declaração, vemos que ele já foi eleito PAPA, não só no Brasil como também em Portugal.

    Ele Orlando Fedeli, é o Papa dos idiotas, cegos, palhaços, maria vai com as outras, sem conciência, Pitbull’s truculentos, os sem discernimento, escravos da literatura, e etc… etc…

    É um absurdo dizer uma coisa como esta, só existe essa explicação para justificar a sua frase, idolatria também é pecado e idolatria de pessoa viva é puxa-saquismo e nada mais.

    O Monge

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