Tag Archive | Opus Dei

Legionário de Cristo, Opus Dei e Arautos: ecumênicos que seguem o Vaticano II.

Orlando Fedeli, da Associação Cultural Montfort:

“Quanto aos Legionários de Cristo, já lhe disse, eles tem tanto dinheiro quanto o Opus e quanto os Arautos. Com os mesmos erros bem parecidos de todos eles.

E aceitam o ecumenismo do Vaticano II.”

Fonte: montfort.org.br

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Opus Dei o mesmo que TFP

Orlando Fedeli, da Associação Cultural Montfort:

“A diferença entre o Opus e a TFP é que a TFP, em certas coisas, não atuava somente através de seus membros. Com todos os erros e defeitos que havia lá, seria negar a verdade não reconhecer que, pelo menos, a TFP muitas vezes atuou desassombradamente no terreno público.

E outra diferença com a TFP é o emprego do palavrão.

Mas no mais, pelo que contam Lauand e outros, a formação da TFP e a formação dada pelo Opus Dei são muito, mas muito parecidas. Ainda que um seja prelazia e outra não é, ou ainda não é…”

Fonte: montfort.org.br


Opus Dei: sociedade secreta gnóstica, esconde o “Dei”…

Orlando Fedeli, da Associação Cultural Montfort:

“O Opus Dei é quase secreto (aliás, que estranho nome o de numerário, e mais estarnho o de supernumerário. É o único super que é infra no mundo).

E é por isso que o Opus, em geral não responde aos numerosos ataques e denúncias feitas por ex membros da entidade, e que são concordes em seus testemunhos e em suas acusações. “

“Tenho lido muitos livros do Opus, e sobre o Opus, e há tempos examino o Opus Dei. Li vários livros de Monsenhor Escrivá. E não gostei deles. Não gostei do título Surco — em francês Sillon… (Sillon era o nome de um movimento católico liberal condenado por São Pio X, na Carta Apostólica Notre Charge Apostolique).

Não gostei do Questões Atuais do Cristianismo, onde Monsenhor Escrivá afirma a um maometano:

“És filho de Deus como eu” (Cfr. Mons José Maria Escrivá, Questões Atuais do Cristianismo, Quadrante, São Paulo, 1986, 3a. edição, p.128).”

Isso está errado. É o Batismo que torna o homem filho adotivo de Deus, e um maometano não é batizado, e, por isso mesmo, não é filho de Deus como o é um batizado. E, além de batizado, Monsenhor Escrivá era sacerdote.

Li também o livro de Monsenhor Escrivá intitulado Amigos de Deus, no qual ele escreveu:

“Pensemos que o Todo-Poderoso, aquele que governa o Universo através de sua providência, não deseja servos forçados, prefere filhos livres. Introduziu na alma de cada um de nós — embora tenhamos nascido proni ad peccatum, inclinados para o pecado, pela queda de nossos primeiros pais — uma centelha de sua inteligência infinita, a atração pelo que é bom, uma ânsia de paz perdurável.” (Mons. Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, Homilias, Quadrante, São Paulo, 1979, p.25. O destaque é meu).

Essa tese de que Deus colocou “uma centelha de sua inteligência infinita” é inaceitável, pois é a própria tese da Gnose e da Cabala.

E falando em Gnose, acho estranhíssimo que Monsenhor Escrivá e o Opus tenham como selo a rosa e a cruz…

Que esquisito!… Além da sociedade secreta Rosa Cruz, que é gnóstica, Lutero também usava esse símbolo.

Nesse mesmo livro, Amigos de Deus, Monsenhor Escrivá escreve:

“Por isso não é correto falar de liberdade de consciência que equivale a considerar como de boa categoria moral a atitude do homem que rejeita a Deus” ( Mons. Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, Quadrante, São Paulo, 1979, p.24. O destaque é do autor).

Ora, na página seguinte, ele escreveu o oposto:

“Eu defendo com todas as minhas forças a liberdade de consciência, que denota não ser lícito a ninguém impedir que a criatura preste culto a Deus” (Mons. Josemaría Escrivá, Amigos de Deus, Quadrante, São Paulo, 1979, p.25. O destaque é do autor).

E não faça acrobacias semânticas para harmonizar esses textos contraditórios.

No mínimo, há pouca clareza nesses posicionamentos, se não quiser admitir a contradição.

Li a Biografia de Mons. Escrivá, O Fundador do Opus,de Andrés Vazques de Prada. E muitos outros livros que não vou analisar, porque não me interessa abrir uma polêmica com o Opus, que no Brasil, é conservador. Estou apenas respondendo ao que você me escreveu. Ainda agora, Dom Javier Etchevarria, Prelado do Opus Dei, respondendo a questões de Patrícia Mayorga, de El Mercurio, de Santiago de Chile, em 21 de Janeiro de 1996, declarou:

“Nos textos do Vaticano II, ouve-se o eco de muitas idéias pronunciadas pelo fundador do Opus Dei, São Josemaría Escrivá por volta dos anos trinta. Todos os Concílios formam uma unidade de magistério, onde não há contradição. Mas — se é que se pode falar assim — dir-lhe-ia que o Opus Dei tem, no Concílio Vaticano II, a sua pátria doutrinal, composta ao mesmo tempo de tradição e novidade”(www.opusdei.org. Artigo impresso de: www.opusdei.org/art.php?=34&p=11445).

Que pena! E que lamentável!

Você me diz:

“O fundador dizia que os membros teriam liberdade para pensar da maneira que lhes fosse conveniente quando o assunto era política, sempre agindo com prudência. Obviamente que essa liberdade é restrita apenas ao que a Igreja impõe: por exemplo, claro que não há ninguém no Opus que seja comunista, posto que um católico não pode ser comunista”.

Estranho que uma entidade católica dê liberdade de pensar a seus membros como lhes aprouver, mesmo com a restrição que você coloca. Um católico deve pensar somente como a Igreja ensina. Não somos ovelhas selvagens soltas no mundo. Pertencemos ao redil de Cristo e somos obrigados a pensar e a viver como a Igreja ordena.

E eu mesmo, meu caro Rodolfo, lembro-me de ter discutido com um rapaz espanhol do Opus Dei, lá pela década de 1960, que defendia idéias marxistas… E o Lauand é bem liberal. E o Padre Panikar era bem modernista.

São Pio X dizia que os católicos devem atuar de bandeira desfraldada. E você me confessa que:

“o senhor não viu e nunca verá nenhuma campanha “do Opus Dei”. Mas garanto ao senhor que em muitas delas o senhor verá membros da Obra lá, atuando fortemente. Um exemplo é o aborto”.

Essa é a confissão de que o Opus recusa tomar posição pública. O Opus só atua de “bandeira enrolada”. O que é lamentável.

Na questão do aborto, de fato, alguns do Opus tomaram posição individualmente. Em geral, eu não os tenho visto defendendo a lei de Deus, mas apenas a Constituição, a lei positiva. Isso é muito pouco, porque o aborto é mau, sobretudo por contrariar a lei de Deus e a lei natural. Mas o Opus sempre atua escondendo o “Dei”.

E se a lei positiva mudar? A defesa do Opus ficará no ar.

E isso não é correto: devemos defender a lei de Deus de modo claro, e não esconder que somos católicos.

Afinal o Opus é Dei, ou não?

Uma política de escamoteios não agrada a Deus.

Você me tira toda esperança de mudança, quanto a essa política de camuflagem do Opus, ao dizer-me: “O fato de não haver manifestações públicas do Opus Dei remete ao carisma do mesmo, o que de maneira alguma quer dizer que seus membros sejam omissos. Muito pelo contrário. Isso não é esconder-se. Isso é algo que veio junto com a fundação do Opus Dei, e que não mudará, penso eu”.

Portanto, você admite que os membros do Opus não são omissos. Mas que o carisma do Opus é o da camuflagem, atuando através de seus membros, e nunca assumindo a luta e a responsabilidade. E você chama isso de “o carisma do Opus”?

Sem querer magoá-lo, devo dizer-lhe: Deus me livre desse carisma.”

Fonte: montfort.org.br

Orlando Fedeli ataca os novos movimentos

OS MOVIMENTOS POST-CONCILIARES MATARAM VOCAÇÕES ARRUINANDO AS ORDENS RELIGIOSAS

Orlando Fedeli: “Os chamados movimentos da nova evangelização, surgidos depois do Concílio Vaticano II, fizeram uma grande mal à Igreja, matando as vocações e arruinando às Ordens religiosas, que esses movimentos procuraram substituir com a sua nova mentalidade festiva Conciliar.”[1]


OS MOVIMENTOS PÓS CONCILIARES: IGREJOLAS NA IGREJA

Orlando Fedeli: “Os movimentos eclesiásticos pós conciliares combatem as antigas Ordens e Congregações que pretendem substituir. Estas se defendem contra a usurpação feita por esses movimentos novos, que se apresentam como igrejolas na Igreja.

O Opus Dei combate os jesuítas, que lhes devolvem a raiva e a rixa. Os Neo Catecumenais de Kiko disputam espaço com os Focolari. Os Legionários de Cristo rivalizam com os Arautos de Cristo em busca de freguesia e de donativos. Os da Comunhão e Libertação combatem os modernistas radicais em nome da “Presença”. Os racionalistas marxistas da Teologia da Libertação chamam os carismáticos da RCC de irracionalistas alienados, que por sua vez consideram os teólogos da libertação de teólogos da escravidão stalinista.

E tanto os da TL como os da RCC, nesse caso, ambos têm razão.

Na babel atual, alguns dizem que falam a língua dos anjos, e outros a língua de Marx, de Stalin e de Fidel.

A divisão é geral.”[3]


DOM FERNANDO AREAS RIFAN COM MEDO DE PERDER OS DONATIVOS DOS EE.UU

Orlando Fedeli: “Se os católicos americanos fiéis à Missa de sempre soubessem o que diz aqui o campeão do tradicionalismo… Adeus donativos…”[7]

O MOVIMENTO SACERDOTAL MARIANO, É FEITO PARA DEFENDER O VATICANO II COM PSEUDO REVELAÇÕES

Orlando Fedeli: “A respeito do Movimento Sacerdotal do Padre Gobbi, basta ler seus livros narrando as pseudo visões de Nossa Senhora para ver que é um movimento aparicionista preparado para defender o Vaticano II com pseudo revelações.”[8]

COMUNHÃO E LIBERTAÇÃO É GNÓSTICO E CABALÍSTICO

Orlando Fedeli: “Comunhão e Libertação — que nome mais estranho! — de Monsenhor Giussani, está encharcado de espírito gnóstico e modernista. Basta atentar para a misteriosa “presença” da qual Monsenhor Giussani fala, fala, fala, e dela não explica nada nunca, para se perceber que ele está falando da Shekhinah, isto é, de uma presença imanente da Divindade em todas as coisas. E isso é cabalismo. É Gnose.”[14]

NEO CATECUMENAIS: MOVIMENTO SECRETO REPLETO DE ERROS CONTRA A FÉ

Orlando Fedeli: “O Neo catecumenato é um movimento semi secreto. Poucos tem acesso às apostilas de Kiko e Carmen. Li algumas delas que estão repeletas de erros gravíssimos conta a Fé. Escrevi contra esses erros no site Montfort. Agora, o Vaticano tomou algumas medidas contra as estranhas práticas liturgico-sabáticas do neo catecumenato que cheiram a judaizantes. E os Neo Catecumenais estão custando a obedecer. E se obedecerem, será provavelmente da boca para fora, pois sempre tiveram cerimônias reservadas (secretas) e se o Papa os obrigar a mudar, tornar-se-ão ainda mais secretas.”[15]

ZENIT, AGÊNCIA DE NOTÍCIAS MODERNISTA

Orlando Fedeli: “Zenit — agência que normalmente apresenta as notícias de modo… modernista.”[18]

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[1] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20061228200752〈=bra

[3] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXXX.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=papa&artigo=heranca_papa〈=bra

[7] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=polemicas&artigo=20070816195520〈=bra

[8] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=filosofia&artigo=20040812170830〈=bra

[14] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20061228200752〈=bra

[15] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20061228200752〈=bra

[18] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural.http://www.XXXX.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=destevao〈=bra

Orlando Fedeli e a Montfort: os únicos fiéis a Deus?


DEUS ME PERMITE, NA VELHICE, VER O FRUTO DE MINHAS CARTAS

Orlando Fedeli: “Como Deus é bom que me permite, já bem na velhice, ver um fruto nascido de minhas cartas, escritas na solidão de meu escritório e lançadas ao mundo pela internet, sem saber que olhos as lerão, sem saber que fruto terão, e, de repente, ver chegar no monitor uma resposta como a sua, que é um SIM tão pleno a Deus Nosso Senhor.”[17]

FAÇO O QUE POSSO PARA DEFENDER A FÉ.

Orlando Fedeli: “Tenho defeitos sim, Padre. Mas faço o que posso para defender a Fé.

E com certo êxito.

Afinal, Padre, o site Montfort– graças a Deus — tem convertido muitas pessoas e afervorado outras. Tem soprado brasas que estavam apagando, e suscitado labaredas de amor a Deus e à Santa Igreja. Tem dado apoio a canas torcidas, que estavam para quebrar.

Afinal, temos alcançado até mais de 210.000 acessos num único mês, no site Montfort (acessos únicos).

Um site “aberto” ao mundo moderno teria alcançado esse número, padre?

Experimente…

E o site Montfort não tem figurinhas, não tem anjinhos esvoaçando, não tem piadas. Tem textos doutrinários longos. E é um site “fechado” e polêmico. Um site nada ecumênico. Briguento. Que consegue que pessoas com quem brigou, escrevam, depois, agradecendo.

Graças a Deus!

O senhor não percebeu como os jovens escrevem para o site Montfort?

Quem deveria estar digitando cartas e lutando pela Fé, deviam ser os pastores. Se um leigo, professor já bem velho, compreende que é obrigado a fazer isso, é porque depois do Vaticano II, o excesso de pastorais e de reuniões, deve ter impedido que os padres tenham tempo de cuidar das ovelhas….

O senhor não quer fazer um site para responder dúvidas do povo fiel?

Certamente seria um site com mais zelo e simplicidade que o da Montfort.

Eu me tornaria um de seus leitores… caso o senhor não fosse… “aberto”! Claro!

Com a sua autoridade de sacerdote o senhor teria muito mais poder em sua palavra.

Faça-o, padre.”[18]

A MONTFORT SÓ SEGUE OS PASSOS DE JESUS

Orlando Fedeli: “JESUS NÃO FUNDOU UM MOVIMENTO ECUMÊNICO ABERTO AO FARISAISMO, AO SADUCEISMO, E AO PAGANISMO.

Jesus foi fechado aos erros de seu tempo, e os combateu.

Jesus mandou aos Apóstolos: “Ide e ensinai”

Jesus não mandou: “Ide e dialogai”. Onde, padre, existe no evangelho uma recomendação de Jesus para sermos “abertos”?

Ele, pelo contrário, condenou o caminho largo, e disse que seguíssemos o caminho estreito.”[19]

A MONTFORT É CONTRA A DIREITA, CONTRA A ESQUERDA E CONTRA O CENTRO

Orlando Fedeli: “Somos contra a esquerda, contra a direita, e contra o centro quer na desgraçada e bem corrupta política civil, quer na política eclesiástica, que também não vive na graça de Deus.

Somos Católicos Apostólicos Romanos. Por isso somos contra todas as heresias e erros de esquerda e de direita. Somos contra o Panteísmo e contra a Gnose.”[20]

VISO A CONVERSÃO DAS ALMAS E A HUMILHAÇÃO DOS INIMIGOS DA FÉ

Orlando Fedeli: “Como você, muitos começam a ler o site Montfort e têm raiva. Depois começam a se divertir com a derrota de um sofista qualquer. Aí começam a entender algum argumento. Finalmente, acabam por compreender que estamos numa luta, e como disse São Pio X a respeito de alguns católicos briguentos de seu tempo acusados de serem violentos: “Que se quereria? Que numa guerra se trocassem gentilezas? Numa guerra se dão golpes duros.”

E, visando a conversão das almas e a humilhação dos inimigos da Fé, tenho esperança que Deus compensará meus pecados e defeitos e abençoará o fim que viso.”[21]

A MONTFORT É A VOZ DA IDADE MÉDIA, DOS CRUZADOS ANTIGOS, QUE CANTA A FIDELIDADE AO SYLLABUS CONTRA OS SACRILÉGIOS DAS MISSAS NOVAS

Orlando Fedeli: “Há duas igrejas hoje. E essa igreja modernista infitrada na Santa Igreja temos que combatê-la com todas as nossas forças. Graças a Deus há muitos hoje que apoiam o site Montfort nessa luta em defesa da verdadeira Igreja de sempre. E como você notou, os jovens vem em grande número apoiar a Montfort.

Nossas reuniões regorjitam de jovens entusiasmados pela Fé Católica, devotos do papado e servos de Nossa Senhora, querendo consolar o Coração de Jesus por tantas ofensas.

São os jovens da Montofrt — “voz da Idade Média” — cantando o Credo Romano de sempre, com o mesmo ardor dos cruzados antigos. Cantando fidelidade ao Syllabus, esperando em Fátima e rezando por Bento XVI. Ardendo em desejo santo pela Missa de sempre, com santa indignação contra os sacrilégios cometidos nas missas novas, missas-show, às quais Bento XVI, se Deus quiser, vai logo mais por um fim.”[22]

BENDITO SEJA DEUS QUE NOS SUSCITOU PARA ESTA GUERRA SANTA

Orlando Fedeli: “Escrever na Internet, sem jamais ver os leitores, o mais das vezes sem conhecê-los — era o seu caso, para mim, até algumas horas atrás — equivale ao labutar de um lavrador que lança sementes, à noite, num campo que não vê, e que não pode nem depois verificar o resultado, e, de hábito, sem poder colher a seara. Só no dia do juízo ver-se-ão os frutos que a Montfort semeia na Internet, de sorte que, chegando uma carta como a sua, Deus me permite ver os frutos bons, numa alma que eu não conhecia. Como me permite entrever que existem tantas outras pessoas abandonadas às quais a Montfort está ajudando sem o saber.

Claro que o lavrador sabe, com toda a certeza, que, lançando a semente, virá o fruto.

Mas que alegria contemplar o trigal balouçando ao sol!

Que alegria, mesmo à noite, ter nas mãos uma simples espiga probante que existe a seara!

Então, vale bem a pena ficar escrevendo horas e horas a fio, discutindo, debatendo, incentivando, lutando, entre injúrias e ofensas, conclamando!

Ainda que não se vejam e nem se saibam os resultados, é certo que Deus abençoa o apostolado feito, “às escuras”, ao brilho eletrônico de um monitor.

Então, atrás dessa tela, onde meus dedos imprimem letras, há uma alma que me lê. Uma alma que discorda. Uma alma que se irrita, a princípio, mas que não consegue deixar de voltar, a discutir — ainda que dentro de si mesmo — com um velho e brabo professor que ele também não vê. Uma alma a quem Deus fala no silêncio da noite, como num eco, sussurrando baixinho no fundo da alma: “Veja, meu filho… É bem verdade!”

Até que, numa aurora imensa, uma grande luz nasce para quem jazia nas sombras da morte: é verdade! A Igreja Católica é a verdade! Jesus é a Verdade! O Papa é o doce Cristo na Terra!

Oh meu Deus, é verdade! É verdade! É verdade!

E renasce a Fé num menino criado entre rezas e novenas, que se afastou de Deus, e que volta. Como o filho pródigo!

Como não me comover, pensando que Deus me permitiu, a mim, miserável professorzinho secundário, ajudar um filho a voltar à casa do Pai!

Foi Deus quem fez isso. Foi Nossa Senhora que nos abençoou. Foi um instrumento vil — um professor no anoitecer da vida –que despertou um moço generoso, através de um instrumento ainda mais vil: um miserável computador.

Deus que pode fazer das pedras filhos de Abraão, bem pode fazer também de um computador uma espada.

E como não me comover ao ouvi-lo dizer que sempre você reza por um professor que você nem conhecia, a não ser pelas letras frias do computador?

Deus seja louvado que nos uniu, como labaredas, no mesmo fogo da Fé Católica. Porque, agora, você, meu filho, — permita-me chamá-lo assim, por causa de minha idade – é como eu: a mesma luz da Fé brilha em nossas almas. O mesmo desejo de defender a Santa Igreja nos une.

Encontramo-nos, hoje, como dois cruzados, vindos de terras diversas, sob a mesma cruz e a mesma bandeira e com a mesma espada.

Bendito seja Deus que nos suscitou para esta santa “guerra”, pela salvação das almas.”[23]

SOU PELO QUE É ETERNO. COMBATO AS PROFANAÇÕES. FAÇO CATEDRAIS NAS ALMAS

Orlando Fedeli: “Muito prezado Fernando, salve Maria.

Você me pergunta de modo um tanto provocativo e impertinente: “o que faço na Igreja “.

Mas será que você ainda não o percebeu?

Defendo a Fé.

Faço o que fiz a vida inteira: ensino o Catecismo.

Que faço na Igreja?

Mas o que pode fazer um pecador, como eu, na Igreja?

Rezo e peço perdão a Nosso Senhor pelos meus pecados. Rezo e me confesso. Rezo, assisto Missa, e comungo sempre que posso.

Claro você se interessa em saber, e me pergunta com uma certa indignação, que sou eu na Igreja.

Que sou na Igreja?

Mas praticamente nada. Ou quase poeira.

Um velho professor que conta as histórias que pesquisou a vida inteira, em velhos livros, buscando os traços sanguinolentos dos mártires e dos heróis nas veredas da História.

Que faço na Igreja?

Faço o que devo. Deixando meu velho coração cansado se entusiasmar na conquista de uma alma jovem e heróica para Cristo.

Que sou na Igreja?

Sou um simples fiel. Fui Congregado Mariano, quando havia Congregações Marianas.

Fui da Ordem Terceira do Carmo, quando as havia, no estilo antigo, em São Paulo.

Estilo antigo?

Perdão.

Na Igreja Católica, nada há propriamente de antigo. Só há coisas de sempre. Para sempre. Porque a verdade católica é eterna. É para sempre. A verdade católica não evolui.

Perguntar-me-á você: mas o senhor não pertence, hoje, a nenhum movimento moderno?

Não. Graças a Deus, não.

A nenhum.

Detesto tudo o que é moderno.

Sou pelo que é eterno.

Nem balanço a cabeça, e nem agito as mãos, sacudindo lencinhos. Nem danço nos santuários. Nem profano a igreja com baterias e rocks. Nem enrolo a língua, fingindo ter carismas, para que me admirem, e para que não me entendam.

Quero que me entendam.

Faço questão de que ouçam meu brado bradar os argumentos da verdade.

Por isso falo bem claro, para que tudo fique bem claro.

Que faço na Igreja?

Mas você não percebeu ainda?

Ensino, aos que ignoram e têm boa vontade para aprender, algo daquilo que sei.

Você não percebeu ainda, que também martelo argumentos em quem se atreve a negar a Verdade Católica ou contra quem ousa atacar a Fé?

Que faço na Igreja?

Peço a Nossa Senhora que faça de minha alma uma espada. E com Ela, faço almas-espadas.

Que faço ainda na Igreja?

Combato as profanações, que você parece defender.

Que faço na Igreja?

Rezo e estudo. Rezo e escrevo artigos.

Dou aulas. Muitíssimas aulas.

(Todas de graça. Todas por graça).

Desperto entusiasmo e ódios.

Aturo desaforos e incompreensões. Suporto calúnias e silêncios murmurantes…

E respondo cartas.

Muitas que perguntam com humildade. Muitas, muitas… que me agradecem o ensinamento recebido. Ou até a Fé recuperada.

Que faço na Igreja?

Atiço brasas que se apagavam. Fortaleço, tanto quanto posso, com a ajuda de Deus, canas torcidas. Sopro, tanto quanto posso, em fogueiras bruxuleantes.

Acendo tochas.

Inflamo candelabros.

Faço moços cantarem a alegria de lutar e de defender a Fé católica.

E respondo cartas.

Algumas pretensiosas. Outras impertinentes. Umas mal educadas. Outras atrevidas e ignorantes. Algumas cheias de ódio porque vazias de argumentos.

Cada carta é um desafio. Cada carta um duelo. À sabre ou florete. E o prêmio que procuro é a conversão de uma alma para Nosso Senhor.

Cada carta é um combate. Sempre na brecha. Sempre na muralha da Santa Igreja. E meu coração vigia, quando meus olhos dormem. Sonhando com argumentos.

Que faço na Igreja?

Mas simplesmente — com a graça e a ajuda de Deus — faço o que fiz toda a minha vida. Como Pierre de Craon, da peça Une jeune fille Violaine, faço catedrais nas almas. Catedrais de luz e de vitrais, de verdades e virtudes, “cheias de sombra e luz, para que Deus habite nelas”.

E você, meu caro Fernando, você não quereria me ajudar a defender Nosso Senhor de quem, hoje, se riem os ateus e infiéis, coroando-O de espinhos, e os hereges, cuspindo sofismas em sua Divina Face?

Você, se você tem um coração valente, você… venha comigo.

Venha.

Venha comigo até…

in Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli.”[24]

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[17] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apoio&artigo=20061127033251&lang=bra

[18] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=polemicas&artigo=20050908181612&lang=bra

[19] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=polemicas&artigo=20050908181612&lang=bra

[20] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=outros&artigo=20060601143951&lang=bra

[21] /FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apoio&artigo=20070803164121&lang=bra

[22] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apoio&artigo=20060501020700&lang=bra

[23] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apoio&artigo=20041022125747&lang=bra

[24] FEDELI, Orlando. MONTFORT Associação Cultural. http://www.XXX.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=polemicas&artigo=20040824131614&lang=bra

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